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Objectos Próximos da Terra
Todos os asteróides e cometas que se aproximem a 1,3 unidades astronómicas (uma unidade astronómica é a distância média entre o Sol e a Terra – aproximadamente 150 milhões de quilómetros) do Sol podem ser considerados Near Earth Objects (NEOs – Objectos Próximos da Terra). O tamanho destes objectos varia geralmente entre alguns metros e alguns quilómetros. Compostos maioritariamente por gelo e poeira, os cometas formaram-se no frio sistema solar exterior enquanto que os rochosos asteróides se formaram no interior mais quente do sistema solar entre as órbitas de Marte e Júpiter.
Até 12 de Agosto de 2005 foram descobertos 3499 NEOs e desses, 793 eram asteróides com mais de 1 quilómetro de diâmetro.
Uma vez que existe uma pequena mas não inexistente hipótese de colisão entre alguns NEOs por descobrir e a Terra, a detecção destes objectos representa o objectivo principal de muitos estudos. As órbitas de todos os NEOs conhecidos são monitorizadas por dois sistemas automáticos independentes, o NEODyS em Itália e o JPL da NASA. Ambos os sistemas fornecem probabilidades de impacto, incertezas orbitais e outros dados úteis para cada NEO.
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Aproximações recentes à Terra
Não são assim tão raras como se poderia pensar. À data da elaboração desta página (20/08/2005), esta era a lista fornecida pela NASA:
Nome do Objecto |
Data da
aproximação |
Distância
da Terra
(AU) |
Diâmetro
Estimado |
Velocidade
Relativa
(km/s) |
|
04-Agosto-2005 |
0.1164 |
210 m - 480 m |
9.79 |
|
04-Agosto-2005 |
0.1030 |
85 m - 190 m |
6.15 |
|
06-Agosto-2005 |
0.1840 |
120 m - 260 m |
6.80 |
|
07-Agosto-2005 |
0.1475 |
n/a |
21.25 |
|
08-Agosto-2005 |
0.0403 |
770 m - 1.7 km |
10.49 |
|
08-Agosto-2005 |
0.0979 |
180 m - 390 m |
16.11 |
|
08-Agosto-2005 |
0.0588 |
130 m - 300 m |
7.43 |
|
09-Agosto-2005 |
0.0806 |
180 m - 410 m |
8.05 |
|
12-Agosto-2005 |
0.0619 |
220 m - 500 m |
17.87 |
|
16-Agosto-2005 |
0.0281 |
230 m - 520 m |
16.47 |
1 AU = 149.597.871 quilómetros
Quando a aproximação é suficientemente grande e o impacto acontece, ele pode ser:
Pequeno |
Meteorito que atingiu o mundialmente famoso Malibu vermelho na cidade de Peekskill (clique na imagem para ver o video):
|
Médio |
Cratera de 1,2Km de diâmetro no estado do Arizona causada por um asteróide de aproximadamente 25 metros:
|
Grande |
Concepção artística de Don Davis do impacto catastrófico de um asteróide de 500Km de diâmetro que esterilizaria a Terra:
|
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Orbit@Home
O Orbit@Home é um projecto assente no BOINC e ORSA para monitorizar a órbita de todos os asteróides que passem próximos da Terra. De cada vez que um novo asteróide é descoberto ou re-observado, a sua órbita é actualizada e propagada para o futuro de forma a procurar possíveis impactos com a Terra.
À medida que maiores e melhores telescópios são construídos, o número de órbitas a actualizar todos os dias aumenta o que também aumenta as necessidades computacionais para proceder a essas actualizações. A ideia base é a seguinte: cada cliente pode trabalhar com os dados relativos a um único asteróide por não haver correlação entre asteróides (excepto nos casos extremamente raros de colisões asteróide-asteróide ou perturbação gravitacional; ambos estes casos podem ser tratados por uma versão melhorada do Orbit@Home). Se o número de clientes disponíveis exceder o número de órbitas a actualizar (vezes um factor de redundância), é possível actualizar todas as órbitas no tempo que um único computador precisa para actualizar uma única órbita. É isto que torna o projecto Orbit@Home tão apelativo.
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Objectos Próximos da Terra e a Computação Distribuída
O Orbit@Home funciona de forma semelhante aos outros projectos de Computação Distribuída (DC) que usam o BOINC. As três principais secções são a de input, os servidores e os clientes.
O input são todas as observações astronómicas e de radar dos NEOs. Estes dados são fornecidos essencialmente pelo Minor Planet Center (MPC) mas em casos especiais podem ser fornecidos directamente por astrónomos ou outras entidades.
Os servidores representam o núcleo do sistema de computação distribuída recolhendo a informação astro métrica, gerindo a base de dados de asteróides, enviando e recebendo das work units (WUs) para/dos clientes e fornecendo outros serviços centrais necessários.
Os clientes executam todas as computações numéricas. Recebendo uma WU, executam todas as computações necessárias e enviam os resultados quando acabarem. O tamanho das WU é suficientemente pequeno para serem transferidas através de ligações dial-up mas suficientemente grande para manter o cliente ocupado durante algum tempo.
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